[ Terça-feira, Fevereiro 01, 2005 ]
Já não escrevia há algum tempo... esta noite ... escrevi dois textos!
Não julgues que é por ti que eu choro, não julgues que algum dia serás mais importante que a minha própria existência, não és mais que um amigo, um amigo que aparece quando eu estou frágil, desprevenido, entregue a um romantismo idiota que me leva a sentir emoções turva. Eu sou mais forte que tu, sou maior do que tu...
Nunca serás mais feliz que eu, julgas-te sensível mas não passas de um apaixonado, um eterno apaixonado que vagueia desertos, procurando um oásis que lhe mate a sede de amor... És fraco, nunca terás ninguém por completo, não reconheceste quem realmente gostou de ti... vives num arrependimento imensurável, julgas que um dia irás amar e ser amado, e viver momentos iguais ao que descreves nos teus textos para mentes que se iludem.
Um dia eu vou te ver morrer... nesse dia não vou chorar, vou libertar-me de uma dor que magoa em silencio... fechar um ferida que sangra mesmo quando dormimos.
Até lá vou vivendo contigo dentro de mim.
Todas as noites fico sozinho... entregue a mim e a uma música melancólica que toca vezes sem conta... Sinto-me triste, frágil, estou carente. Imagino como seria se te tivesse a meu lado, quando apenas tenho vontade de morrer! Noite após noite, quando fico assim sozinho penso em ti, em como seria se me conhecesses, como seria se os nossos lábios se tocassem por um momento... sei que dramatizo sei que este mau estar não passa de um romantismo exagerado, criado por uma imensa necessidade de atenção...
Todas as noites fico sozinho, choro por dentro, pinto um arco-íris em tons de preto e branco, percorro uma praia deserta, que me atira à cara sobre a forma de brisa toda a minha solidão... mostra-me todo o vazio que existe dentro de mim... Olhando para as minhas mãos, imagino os meus dedos a tocar nos teus labios, sentido aquela textura sensual. Sei que penso de mais... Sei que gostarias de me amar, sei que seria lindo...
Todas as noites fico sozinho, esperando que o sono venha, e que me traga os sonhos, em que eu me alimento, tornando-me a cada dia cinzento mais dependente, sustento assim uma doença. Quero viver e tornar os meus sonhos reais, quero sonhar para esquecer a dureza do mundo... no fundo só te quero a ti... a meu lado quando... quando já nem nós nos ama-mos